Oficina de escrita terapêutica

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Foi com enorme prazer que, no passado dia 14, dinamizei uma oficina de escrita, na Escola Secundária Carolina Michaelis, com base na minha obra “Escrita Curativa – o poder da escrita na transformação pessoal”.

Depois da realização do exercício “O ser na minha mão”, os alunos escreveram textos profundos… bonitos… dos quais destaco o da aluna Mariana Santos que não se importou que eu o partilhasse convosco.

Aqui fica o texto da Mariana e o comentário que fez sobre a atividade.

“Sempre que ela estava ansiosa ou com medo que algo corresse mal, o som do piano acalmava-a e ela conseguia entrar num mundo completamente diferente do nosso, um mundo melhor, mais tranquilo e com mais amor.

Naquele dia não foi diferente. Ela acordou com uma dor no peito, como se alguém estivesse a sufocá-la. Permaneceu assim durante todo o dia e, quando finalmente chegou a casa, depois de mais um dia de escola, foi diretamente para o seu quarto, colocou os fones e ali ficou, deitada na cama, enquanto ouvia músicas tocadas somente a piano, na esperança que a sua dor desaparecesse à medida que os dedos do pianista percorriam o instrumento.

Sem contar, caiu num sono profundo e a sua imaginação levou-a até lugares que ela não esperava visitar.

– Hum… olá! – gritou uma voz, assustando-a.

– Olá… Quem és tu? Onde é que eu estou? – perguntou a menina, confusa.

– Não te lembras de mim? Eu sou tu, ou tu és eu. É complicado! – exclamou a voz misteriosa.

– Eu sou tu? Tu és eu?

– Então, eu sou tu, só que no passado. Tu tens dezasseis anos agora e eu tenho 7, mas somos a mesma pessoa. Estou aqui para te relembrar que não podes perder a esperança. Eu sou persistente, tu também és, só que estás um pouco perdida porque a vida nem sempre corre como tu esperas. – explicou a voz.

– Eu continuo a ser persistente, mas há algo que me impede de continuar algumas vezes. Tenho demasiados sonhos em mim para uma pessoa só. Tenho medo. – respondeu a menina.

– Medo? Não te lembras do quão corajosa eras? Ainda te lembras do dia em que agarraste em todos os teus objetivos e foste cantar em frente a outras pessoas? Na altura foi uma grande conquista e eu tenho a certeza que essa coragem ainda continua presente em ti, só tens de encontrá-la.

– Era diferente.

– Não era não. A tua cor favorita continua a ser branco e o teu sabor favorito continua a ser morango. Já realizaste tantos sonhos, só tens de continuar. Irás onde a imaginação te levar.

– Tens razão. Ninguém devia deixar de sonhar. Se perdermos a esperança, perdemo-nos.”

Mariana Santos

A oficina de escrita terapêutica foi uma experiência fantástica na qual eu adorei participar. Escrever é algo que me acalma e que me faz sonhar e ter oportunidades como esta é uma forma de crescer como pessoa e, quem sabe, futura escritora. Muito obrigada mesmo!

Mariana Santos

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